Uma coisa é uma coisa, outra coisa...


“O Gambito da Rainha”, uma minissérie sobre uma moça que sonha em se tornar campeã mundial de xadrez, tornou-se um estrondoso sucesso da Netflix. Assistindo, dá vontade de aprender a jogar, de tão boa que ela é. Mas confesso que achei o título tão esquisito, que demorei a me entusiasmar para ver. Que bobagem! É que, na minha família, “gambito” sempre foi sinônimo de “perna fina”.


Uma rainha de pernas finas, que diabo de minissérie é essa?, eu pensava. Bom, assisti e constatei que o título nada tem a ver com a anatomia de uma monarca. Trata-se, isso sim, segundo pesquisei, de uma manobra de abertura do jogo, na qual se sacrifica o peão para ter alguma vantagem sob o adversário. E vou parar com as explicações por aqui, porque não entendo bulhufas de xadrez.


A palavra gambito vem do italiano “gambetto”, que tem o sentido de “rasteira”. Daí o nome da jogada. Perna fina, na verdade, é “cambito”, que nós, o povão, transformamos em “gambito”. Cambito passou a ser utilizado na língua portuguesa lá pelo século 14, como um diminutivo de “cambo”, este derivado do latim “camba”, algo como uma vara levemente torta. Minhas pesquisas internet afora mostram que, deste modo, quem tem pernas tornas é chamado de “cambado” ou “cambaio”. Daí resultaria também que o andar torto seria “cambalear”.


Sobre “O Gambito da Rainha”, só tenho a dizer uma coisa: é uma das melhores séries que já vi. Dá para rir, chorar e ficar em suspense a cada episódio. E mais não falarei para não correr o risco de dar spoiler. Ah, mas aquela partida contra o russo...

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