Onde fui amarrar meu burro? Ou aonde?


Onde x Aonde... Essa dúvida pega! Em primeiro lugar, é preciso dizer que ambos os termos hoje em dia são usados indiscriminadamente. O jogador vai dar entrevista: “Estamos indo muito bem, onde nosso objetivo é sempre vencer”. A ex-BBB: “Choveu muito, aonde acabei molhando o cabelo”. Dói, né? Um regra básica: “onde” e “aonde” sempre estão ligados à noção de lugar. Conte isso aos seus amigos jogadores e ex-BBBs. Sem falar em políticos, influencers...

“Onde” e “aonde” podem ser utilizados como advérbio de lugar ou como pronome relativo, neste último caso, ligando um termo ao outro ou uma oração à outra. Mas não se preocupe tanto com a gramática. Vamos à prática: “onde” nos dá a ideia de estarmos parados; “aonde”, de movimento. Por exemplo:

- Alô, filho, onde você está?

- Na escola, pai, mas não sei aonde vou depois.

Simples, né? Lembre-se que “aonde” nada mais é que a preposição “a” mais “onde”. Ou seja, para onde. Quando “onde” e “aonde” funcionam como pronome relativo, também mantêm essa ideia de situação estática para o primeiro e de movimento para o segundo. Experimente fazer o teste: se der certo substituir por “em que”, “no qual”, “na qual”, será “onde”; se ficar bom trocar por “a que”, “ao qual”, “à qual”, será “aonde”. Vamos ver:

- Ainda me lembro do ginásio onde fiz minha estreia.

- Ainda me lembro do ginásio em que/no qual fiz minha estreia.

- João me indicou o lugar aonde iria à noite.

- João me indicou o lugar ao qual iria à noite.

Tem dúvida? Onde? Vamos aonde for preciso para respondê-la!

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