Parece óbvio, mas pelo jeito não é...


Parece óbvio como devem ser escritas certas palavras e expressões. Mas, pelo tanto que vejo de erros em relação a elas por aí, não deve ser tão óbvio assim. Uma listinha:

Agente - Só se for o substantivo referente a quem atua, agencia. Se for no sentido de "nós", então é "a gente", separando o artigo do substantivo. “A gente foi ao supermercado”, não “Agente foi...”

Mais – Advérbio de intensidade que, eventualmente, pode ter outras atribuições. Mas nunca pode ser usado no lugar de “mas”, que tem sua utilização mais comum como conjunção coordenativa de adversidade. “Ele estava doente, mas melhorou”. Nunca use “Ele estava doente, mais melhorou”.

O casal são – Não, não. O casal é, mesmo que precise de duas pessoas para formá-lo. “Aquele casal é feliz”.

A tanto tempo – Esse “a” está errado. Neste caso, é preciso usar “há”, do verbo haver. E nunca use “atrás” junto com ele. Ou é “Isso aconteceu há tanto tempo que nem me lembro” ou “Isso aconteceu tanto tempo atrás que nem me lembro”.

Haver – Se uma coisa não tem relação com outra, elas não têm nada “a ver”. E não “haver”, como muita gente escreve. “Você não tem nada a ver comigo”, não “haver comigo”.

Afim – Seu amigo manda uma mensagem para você: “Não vou sair porque não estou afim”. Faça um favor para ele e o corrija. Afinal, ele não está “a fim”. Afim são outros quinhentos, denotando afinidade.

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