Cotil, Cotuca e cotas. Que aliteração!


Uma célebre canção da banda gaúcha Engenheiros do Hawaii (ok, talvez não seja tão célebre assim...) diz que “O Papa é pop, o pop não poupa ninguém”. O autor da letra, o multi-instrumentista e cantor Humberto Gessinger, usou, para dar ritmo, um recurso que a gramática chama de aliteração. Ou seja: a repetição de fonemas idênticos ou parecidos em várias palavras em sequência numa frase.

Aliás, Gessinger lançou mão desse artifício em diversas letras. "O preço da pressa atropela tua time-line", "A verdade a ver navios" e "Se no jogo não há juiz não há jogada fora da lei" são outros exemplos. Mas tem problema nisso? Não! Pede-se, no entanto, alguma parcimônia. Como sua mãe já dizia, tudo que é demais faz mal.

Gostaria, porém, de dizer que foi uma excelente notícia que me motivou a trazer a aliteração à tona. “Cotil e Cotuca adotam cotas”. É isso, os colégios técnicos da Unicamp em Limeira e Campinas vão implementar cotas étnico-raciais e para alunos oriundos de escolas públicas. Cotil e Cotuca são ótimos colégios, gratuitos, que vinham se elitizando porque os estudantes das escolas privadas vêm se dando melhor nos vestibulinhos que dão acesso a eles.

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