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Islândia quer surpreender de novo. Alguém ainda duvida dos vikings?

SÉRIE COPA É CULTURA – CAPÍTULO 10 (Final)

 

 

Com uma população de aproximadamente 320 mil habitantes, distribuídos em uma área de 103 mil quilômetros quadrados, a Islândia se tornará, na Rússia, a nação menos populosa do planeta a disputar uma Copa do Mundo. Vai ser, com certeza, o time apoiado por boa parte dos torcedores das seleções que não se classificaram para o torneio, como Itália e Holanda.

 

Para se ter uma ideia da dimensão do feito alcançado pela equipe ao se classificar para sua primeira Copa, basta dizer que Islândia significa "terra do gelo". É um país onde se encontram cerca de 30 sistemas vulcânicos e no qual, devido ao encontro de placas tectônicas, os terremotos são relativamente comuns. Em condições tão adversas, a evolução do futebol nessa ilha localizada no Atlântico Norte, um pouco ao sul do Círculo Polar Ártico, só começou na década de 1990, com o investimento em campos aquecidos e na formação de treinadores.

 

Aos poucos, o trabalho foi surtindo efeito e os jogadores islandeses passaram a chamar a atenção de clubes de ligas europeias mais fortes. Em 2015, a Seleção Islandesa conseguiu a classificação para a Eurocopa pela primeira vez. Tornava-se, então, o menor país da história a se classificar para um torneio de futebol de grande porte.

 

Na Eurocopa de 2016, na França, a Islândia se recusou a ser apenas coadjuvante. Chegou às oitavas de final e venceu a Inglaterra por 2 a 1. Só parou nas quartas, quando perdeu para os anfitriões por 5 a 2. Mas aí os islandeses já haviam conquistado o mundo da bola, não só pelos seus feitos em campos, mas também pelo show que deu sua torcida, com o "aplauso viking".

 

Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, a Islândia terminou a fase de classificação na liderança de um grupo que tinha também Croácia, Ucrânia, Turquia, Finlândia e Kosovo. Um resultado maravilhoso para um país que começou a ser povoado em 874, quando Ingólfur Arnarson se tornou o primeiro morador norueguês permanente da ilha. Nos séculos seguintes, povos de origem nórdica e céltica também se instalaram no local e deram origem a uma nação que, hoje, é uma das mais desenvolvidas do mundo.

 

E na Copa, como será a campanha da Islândia, que já enfrentou o Brasil em dois amistosos, com duas derrotas, em 1994, em Florianópolis, por 3 a 0, e em 2002, em Cuiabá, por 6 a 1? A estadia na Rússia não será fácil para os vikings. No Grupo D, enfrentará a Argentina, no dia 16, a Nigéria, no dia 22, e a Croácia, no dia 26. Mas será que alguém ainda duvida da capacidade de surpreender dos islandeses?

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