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Brasil e Sérvia vão dividir o coração de Pet

SÉRIE COPA É CULTURA – CAPÍTULO 3

 

 

Conquistado pelos romanos no século I a.C., o território onde hoje está a Sérvia, terceira adversária do Brasil na Copa do Mundo de 2018, passou por vários donos. Trata-se de uma história tumultuada, como pode ser constatado aqui. Entre idas e vindas, esteve sob o poder dos otomanos até o final do século XIX. Depois de libertada, passou por guerras que foram mudando seu desenho.

 

A Sérvia integrou, após a 1ª Guerra Mundial, a Iugoslávia. Até que, em 2003, passou a se chamar Sérvia e Montenegro. Mas, em 2006, uma votação separou os dois países que formavam essa federação. Assim, a Sérvia se declararia a sucessora da Iugoslávia. E, como tal, é reconhecida pela Fifa. Localizado no sudeste da Europa, na região balcânica, o país faz fronteira com Albânia, Montenegro, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Croácia, Hungria, Macedônia e Romênia.

 

Como país independente, a Sérvia não tem muita tradição no futebol. Em 2010, na sua estreia em Copas do Mundo, na África do Sul, foi eliminada logo na 1ª fase, apesar da surpreendente vitória sobre a Alemanha, por 1 a 0. Os sérvios não se classificaram para a Copa do Brasil, em 2014, mas realizaram um amistoso contra os anfitriões, pouca antes do início do torneio, em 6 de junho, em São Paulo. Os brasileiros venceram por 1 a 0, gol de Fred, essa única partida entre as duas seleções já disputada.

 

Já a história futebolística da Iugoslávia é bem mais rica. Na primeira Copa já promovida, em 1930, no Uruguai, derrotou o Brasil por 2 a 1 na rodada inicial da fase de grupos. Os iugoslavos não participaram das Copas de 1934 e 1938. Em 1950, novamente enfrentaram o Brasil, anfitrião, que dessa vez venceu por 2 a 0.

 

Na Copa da Suíça, em 1954, Brasil e Iugoslávia empataram na última rodada da fase de grupos por 1 a 1, resultado que levou as duas seleções às quartas de final, quando seriam eliminadas. A Copa de 1974, na Alemanha Ocidental, mais uma vez interpôs Brasil e Iugoslávia numa fase de grupos: empate por 0 a 0.

 

História à parte, a agora Sérvia vai à Rússia cheia de esperança, alimentada principalmente pelo seu destaque, o meia Matic, do Manchester United, com ótimas passagens por Benfica e Chelsea. Apesar de ter no tênis seus atletas de nomes mais vistosos, como Novak Djokovic, Monica Seles e Ana Ivanovic, os sérvios são apaixonados por futebol.

 

Entre eles, há um muito conhecido dos brasileiros: Dejan Petkovic, meia-atacante que se tornou ídolo de Vitória, Flamengo, Vasco da Gama e Fluminense, entre outros clubes, e que hoje atua como treinador e dirigente. Vivendo no Brasil há 20 de seus 45 anos, Pet, como ficou conhecido por aqui, terá seu coração dividido entre as seleções brasileira e sérvia na Copa da Rússia, quando as duas se enfrentarem no dia 27 de junho, às 15h, em Moscou.

 

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